
O apagão pode ter sido uma "topada que ajuda a caminhar", disse ontem o vice-presidente da República, José Alencar. Para ele, o País precisa diversificar sua matriz energética e investir em fontes alternativas - nuclear, térmica, eólica e a gás. "Há topadas que ajudam a caminhar. Então esperamos que essa seja uma topada que nos ajude a ter uma energia com segurança absoluta para que isso não se repita", afirmou, durante inauguração de um centro de inclusão social do Senai, no Rio.
Para Alencar, é fundamental descobrir o que provocou o apagão e, se tiver havido falha, que ela seja corrigida. Em sua opinião, a construção de usinas hidrelétricas perto de grandes cidades não é ideia viável. "Não há potencial hidráulico em toda parte, mas podemos fazer energia eólica, térmica ou a gás", disse Alencar. Para ele, o episódio pode servir para ser repensada a matriz energética.
O vice-presidente defendeu que o País repense sua posição em relação à energia nuclear. "O Brasil tem todas as condições de fazer o enriquecimento de urânio com fins pacíficos, mas não pode porque assinou o tratado de não-proliferação de armas. É preciso ver se isso está funcionando com outros signatários. A verdade é que não é bem assim", afirmou.
Para Alencar, é fundamental descobrir o que provocou o apagão e, se tiver havido falha, que ela seja corrigida. Em sua opinião, a construção de usinas hidrelétricas perto de grandes cidades não é ideia viável. "Não há potencial hidráulico em toda parte, mas podemos fazer energia eólica, térmica ou a gás", disse Alencar. Para ele, o episódio pode servir para ser repensada a matriz energética.
O vice-presidente defendeu que o País repense sua posição em relação à energia nuclear. "O Brasil tem todas as condições de fazer o enriquecimento de urânio com fins pacíficos, mas não pode porque assinou o tratado de não-proliferação de armas. É preciso ver se isso está funcionando com outros signatários. A verdade é que não é bem assim", afirmou.
José Alencar, disse que o apagão poderá ter sido positivo se incentivar o País a produzir formas alternativas de energia. "Há quem diga que a solução seria a construção de usinas mais próximas, mas se ficarmos presos à matriz atual, não há potencial hidráulico em toda parte, mas podemos fazer energia eólica, térmica e a gás", disse ele, citando as descobertas recentes de campos de gás.
Para o diretor de Relações com Investidores do grupo de distribuição e geração de energia CPFL, Gustavo Estrella, o apagão da noite de terça-feira deve ter sido um caso isolado que tende a não se repetir. Ele considerou que é necessário saber o que causou a falta de energia e descreveu o sistema de energia do País como "bastante robusto".
O diretor não chegou a descartar a possibilidade de outro apagão. Mas considera que, em primeiro lugar, é preciso saber exatamente o que causou o problema na terça-feira. Segundo o diretor da CPFL, hoje a situação é quase a ideal. "Mas não existe um sistema infalível. A medida para mitigar a chance de um problema seria um aumento fantástico de investimento. A relação custo/benefício não vale a pena", disse.
Para Estrella, não cabem comparações com a situação de 2001, quando foi feito um racionamento para evitar apagões. "Na época, foi um problema de falta de energia, o que não está acontecendo agora", afirmou. No momento, há sobra de energia, "inclusive devido à queda da produção industrial (em relação ao ano passado)", observou. A transmissão também está "muito melhor" do que em 2001, segundo ele.
De acordo com ele, no médio prazo, a economia brasileira deve crescer de 4% a 4,5% ao ano e a necessidade de geração de energia adicional por ano seria em torno de 4.000 megawatts (MW). "A gente (Brasil) consegue suprir essa necessidade sem problema via leilões promovidos pela Aneel", afirmou. "O País terá energia para os próximos dois ou três anos, inclusive porque continuamos trabalhando com sobra. E, com os leilões, existe um cenário confortável de energia no longo prazo", afirmou.
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