
O potencial da Bahia para a produção de energias renováveis foi destacado, na quinta-feira (19), durante a segunda edição da Feira de Tecnologia e Simpósio Internacional de Inovação (Bahiatec). Energia eólica, solar e bioenergia foram as principais fontes apontadas por especialistas para uma nova matriz energética mais diversificada para a Bahia.
Segundo o representante do Centro Brasileiro de Energia e Mudanças Climáticas, Osvaldo Soliano, o semiárido brasileiro possui um amplo potencial para a energia eólica, produzida pelo movimento dos ventos. “Podemos tomar como exemplo o aproveitamento deste tipo de energia no norte da África, cujas centrais eólicas chegam a alimentar até a Europa com energia”, citou. O trecho do semiárido localizado na Bahia foi apontado pelo especialista como o de maior irradiação solar do Brasil, perfeito para a produção de energia solar.
O Programa de Biocombustível da Bahia, que visa uma maior diversificação da matriz energética estadual, foi apresentado pela diretora de Fortalecimento Tecnológico Empresarial da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Telma Andrade. O foco na produção de biodiesel e etanol a partir de plantas oleaginosas e cana de açúcar, respectivamente, foi descrito por Telma como uma prioridade do programa.
Em relação ao biodiesel, a diretora da Secti descreveu ações prioritárias ligadas ao fortalecimento da agricultura familiar, a partir da produção consorciada entre plantas oleaginosas e alimentos. “A Bahia possui a maior área rural do país onde atuam os agricultores familiares. O Governo, a partir de 2007, tem empreendido esforços para aumentar a produtividade no campo sem a necessidade de ampliação da fronteira agrícola, por meio da descompactação de solos, introdução de insumos e assistência técnica nos principais territórios produtores”, citou Telma. As principais fontes, na Bahia, para produção de óleo vegetal para o biodiesel são a soja, dendê, mamona, amendoim e algodão. “Estamos iniciando a introdução da cultura do girassol na Bahia, outra excelente fonte de óleo vegetal”, completou Telma.
Produção
Segundo a diretora da Secti, a Bahia já produz uma quantidade maior de biodiesel do que a demanda interna, levando em conta a mistura de 4% de biodiesel com 96% de diesel (B4). “Já temos usinas produzindo biocombustíveis e óleo vegetal em Candeias, Simões Filho, Iraquara, Una, Ourolândia e Luis Eduardo Magalhães, e em breve teremos novos empreendimentos em Barreiras, São Desidério e Salvador”, destacou Telma.
O Bahiatec segue até sexta-feira (20), realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), em parceria com as secretarias estaduais de Planejamento (Seplan), Secti, com o apoio do Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-Ba) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL), do sistema da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), e do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).
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