O Futuro da Energia

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Castelão, agora com energia eólica


Estádio de Fortaleza pretende ser vetor de revitalização urbanística

Um projeto simples, sem a extravagância dos estádios europeus, mas que seja o vetor de uma revitalização urbanística do bairro do Passaré, em Fortaleza. É esta a proposta do arquiteto uruguaio Héctor Vigliecca para a reforma do Castelão, estádio que representará a capital cearense na Copa de 2014. A novidade, agora oficial, é que o novo estádio será alimentado por duas turbinas de geração de energia eólica.

Ao lado de Luciene Quel, o uruguaio comanda o escritório Vigliecca & Associados, um devorador de concursos de arquitetura, com 47 premiações nacionais e internacionais. A especialização em arenas esportivas veio exatamente assim, com um primeiro lugar para a modernização do complexo esportivo do Ibirapuera, há quatro anos. “Desde essa época estamos nos preparando. Isso significou um exercício extraordinário de conhecimento,de velocidade”, afirma Vigliecca.

O aprendizado e a prospecção de mercados deram frutos em Fortaleza, com a missão de modernizar o Estádio Governador Plácido Aderaldo Castelo, o Castelão. É um estádio da década 1970, mas o governo do Ceará, seu proprietário, descartou a possibilidade de demolição. Praticamente dois terços da estrutura atual será mantida, e setores como hospitalidade, áreas técnicas e estacionamentos serão acrescidos.

Entorno do estádio
Baseado na simplicidade formal, o projeto do novo Castelão, orçado em R$ 400 milhões, dispensou a extravagância dos estádios europeus mais famosos. A aposta é compensar a falta de atrativos visuais com o impulso ao desenvolvimento urbanístico do bairro do Passaré.

Para isso, o governo estadual pretende construir um edifício de 200 mil m2 que comportará um shopping center, um estacionamento subterrâneo com duas mil vagas, além de um centro olímpico. A área esportiva terá um ginásio multiuso para 12 mil pessoas, piscina olímpica e para saltos, além de pista de atletismo. O Castelão também sofrerá adaptações para que possa receber shows, eventos e outras modalidades esportivas.

É com a construção deste edifício – que depende da iniciativa privada – que o governo cearense pretende garantir a viabilidade econômica da sua arena da Copa. “Nós pensamos um estádio como um complexo esportivo-comercial que seja uma centralidade no bairro. Ele nunca será um elefante branco”, aposta Vigliecca.

As ambições para a Copa do Mundo também são grandes. O estádio passará dos atuais 58 mil assentos para pouco mais de 60 mil. Com isso, teria capacidade suficiente para abrigar uma das semifinais e a final do campeonato. Cerca de 80% das arquibancadas superiores serão mantidas, mas o projeto prevê a construção de novos anéis inferiores, de maneira a aproximar os torcedores do gramado, com a eliminação do fosso.

No anel superior, o setor que será demolido responde a necessidades específicas para a adequação do estádio às exigências da Fifa: camarotes, tribuna de honra, áreas de imprensa e de circulação no subsolo, todas com alta complexidade, para a recepção das equipes e autoridades. O único item que permanece indefinido é a cobertura, mas os estudos prevêem a construção de uma estrutura metálica fixa que cubra todos os assentos do estádio.

Energia eólica
Segundo Vigliecca, o projeto responderá integralmente às solicitações da Fifa no documento “Green Goal”, principalmente quanto aos sistemas de redução do consumo de energia, reúso das águas pluviais, e à aplicação de materiais de baixo impacto ambiental. Conforme solicitação pessoal do governador Cid Gomes, o estádio

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