No Ceará, a discussão sobre mercado de crédito de carbono ainda é nova. Poucas empresas conhecem o tema e têm projetos de inserção neste mercado. O Banco do Nordeste, porém, estuda uma linha de financiamento para incentivar os empresários a poluir menos
Apesar de o Estado do Ceará ter um projeto de referência na questão do mercado de crédito de carbono com a Cerâmica Gomes de Mattos, o Ceará não acena para um momento de investimentos neste setor. Nem em âmbito público nem privado. O próprio Governo do Estado confirmou nesta semana a utilização do carvão mineral & um combustível fóssil - como matriz energética da siderúrgica do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Isso no momento em que o mundo discutia a redução de emissões de gases estufas.
De acordo com a titular da Superintendência Estadual do Meio Ambiente, Lúcia Teixeira, o empreendimento não será ``altamente poluente`` já que haverá um sistema de filtros que impedirá a emissão da fuligem da queima do carvão. Entretanto, ela admite que ``toda atividade, infelizmente, é poluente``. A superintendente também não confirma que ações, de cunho ambiental, venham a incentivar a utilização de energias mais limpas em grandes obras estruturantes do Estado nem estabelecimento de metas de redução de emissões de gases estufa. ``Estamos estudando como poderemos agir diante desta nova realidade``, afirma Lúcia Teixeira.
No setor privado e produtivo ainda não há grandes incentivos para este nicho da economia verde, mas especificamente do crédito de carbono. A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) ainda não possui um escritório de consultoria para as empresas que pretendem se inserir neste mercado. De acordo com o presidente da entidade, Roberto Macêdo, ``trata-se de um assunto relativamente novo para todos nós, mas caminhamos no sentido de termos um melhor entendimento deste mercado para orientarmos os empresários cearenses``.
Sinais
Além das empresas de cerâmica, as companhias que atuam no setor eólico já trabalham com a possibilidade de gerarem créditos de carbono, já que se trata de uma matriz energética limpa. A Siif Énergies do Brasil, que mantém quatro projetos de energia eólica no Ceará, por exemplo, tem pretensões de entrar no mercado regulado de crédito carbono. De acordo com o diretor-presidente da empresa, Marcelo Picchi, as perspectivas para o setor são bastante positivas, diante da mudança de mentalidade acerca da preservação do meio ambiente. ``Geramos energia limpa, que por sua vez pode gerar muitos créditos de carbono``, avalia.
Outra novidade que pode animar os empresários interessados em se inserir neste mercado é que o Banco do Nordeste (BNB) estaria preparando uma linha de financiamento a projetos que visem diminuir as emissões de gases estufa a fim de negociar créditos de carbono. De acordo com o diretor de Negócios da instituição, Paulo Sérgio Ferraro, embora ainda não haja uma data para o seu lançamento, a linha de financiamento será uma forma de estimular as empresas da Região a ingressarem em um mercado em franca expansão. (Sandra Nagano)
NÚMERO
18
dólares é o valor máximo no mercado regulado, onde os créditos são mais rentáveis, variam entre US$ 15 e US$ 18 a tonelada de gás estufa evitado
O Futuro da Energia
domingo, 20 de dezembro de 2009
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