Anuncia-se que o Ceará está próximo de alcançar a meta de universalizar o suprimento de energia elétrica para todos os seus habitantes. O programa do governo federal “Luz para Todos”, compartilhado com os Estados e as concessionárias de energia elétrica, já instalou 2,8 milhões de unidades consumidoras cearenses e, da programação subsidiada, faltam apenas 40 mil para fechar a meta global no Estado. Essas ligações deverão estar concluídas no decorrer de 2010.
O “Luz para Todos” é um dos programas de inclusão social de relevância para um contingente expressivo de habitantes do meio rural. Depois de 125 anos de descoberta e propagação da energia elétrica, bolsões de pobreza, espalhados principalmente pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, continuam sem acesso às facilidades proporcionadas por esse insumo básico.
Por isso, o objetivo essencial do programa é eliminar a exclusão de 13 milhões de brasileiros, até o próximo ano, possibilitando com a universalização da energia elétrica estabelecer um padrão de vida com qualidade, elevar a renda individual e transformar o meio onde vivem os grupos rurais em fonte de geração de atividade econômica. Com a energia, estão sendo expandidos, também, os serviços de educação, saúde e os projetos de responsabilidade dos Ministérios de Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e de Ciência e Tecnologia. A meta inicial do programa, quando lançado em 2003, objetivava atingir 10 milhões de brasileiros, ausentes do conforto moderno proporcionado pela eletricidade. Sua implantação revelou uma carência ainda mais ampla, havendo necessidade de incorporar pelo menos mais 3 milhões de cidadãos excluídos desse benefício.
O programa deu preferência às regiões com os menores índices de desenvolvimento humano e onde, exatamente, estão radicados 90% dos grupos populacionais abaixo da linha da pobreza. Difundida a energia elétrica, o plano adicional do governo voltou-se para melhorar as condições sanitárias das moradias, por intermédio de projetos de suprimento de água e de redes simplificadas de esgotamento sanitário.
Cerca de 10 milhões de famílias estão com suas residências interligadas às redes distribuidoras de energia elétrica, instalaram pequenos equipamentos de uso agrícola para aumentar a produção e a renda rurais e fizeram surgir um mercado consumidor até então inexistente de aparelhos eletroeletrônicos. A energia melhorou, também, a qualidade do leite produzido nos sítios, agora conservado em condições adequadas antes de sua coleta pela usina; diversificou a produção de alimentos e expandiu sua comercialização.
Transformações como estas, de larga envergadura, se operaram sem maiores badalações, talvez porque distantes dos centros urbanos onde há grande visibilidade. Os investimentos realizados somam R$ 12,7 bilhões, sendo R$ 9,1 bilhões procedentes da União, pela via dos fundos setoriais de energia, e o restante da contrapartida dos Estados e das concessionárias. O uso da energia marca um progresso humano e material.
O Futuro da Energia
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
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