No Brasil, utiliza-se cerca de 1% do potencial para geração de energia elétrica por meio dos ventos - a energia eólica. Este tipo de matriz energética é considerada limpa, pois não produz poluentes.
8/12/2009
No Brasil, utiliza-se cerca de 1% do potencial para geração de energia elétrica por meio dos ventos - a energia eólica. Este tipo de matriz energética é considerada limpa, pois não produz poluentes. Os especialistas do setor afirmam que este cenário é resultado de falta de financiamentos, incentivos governamentais e uma política regulatória incerta no setor. Em tempos de aquecimento global, no entanto, a preocupação com a exploração inadequada dos recursos ambientais deve provocar mudanças. Prova disto é a realização do primeiro leilão de energia eólica no Brasil, que será realizado no dia 14 de dezembro. As empresas ganhadoras do leilão devem estar prontas para fornecer a energia eólica (que será comprada pelo governo) a partir de 1.º de julho de 2012. Segundo o edital, os contratos terão duração de 20 anos e o preço máximo inicial para submissão de lance será de R$ 189 por megawatts/hora (MW/h).
A realização do leilão concretiza a expectativa de crescimento do setor e, em Sorocaba, este fato deve trazer reflexos positivos. A cidade conta com duas grandes empresas do ramo: a Tecsis e a Wobben. Ambas empresas afirmaram que, de acordo com a demanda futura, novas contratações podem acontecer. Os números, no entanto, não foram revelados. Para o gerente geral administrativo da Wobben-Enercon Brasil, Fernando Scapol, a demanda atual é instável. Ele relaciona este cenário ao fato dos programas de aquisição
de energia de fonte eólica por parte do governo não serem constantes. Isto dificulta muito a manutenção do processo de crescimento, comentou.
Enquanto no Brasil no cenário interno a demanda é instável, Scapol afirma que em outros países, principalmente na Europa, além dos Estados Unidos, Canadá e China tem sido muito receptivos quanto à invejáveis. Sobre as expectativas de crescimento do setor, Scapol lembra que a Wobben está no país desde 1995 e, de lá para cá, foram instalados 600 MW de energia de fonte eólica.
Só neste leilão vão ser leiloados 1.000 MW, e o volume de oferta dos investidores, surpreendeu o governo com 441 interessados e mais de 14.000 MW de oferta, afirmou.
Na Tecsis, produtora de pás eólicas e ventiladores industriais, a expectativa criada pelo leilão também é positiva. O executivo de Planejamento da fábrica, Fernando Pretel, afirma que, em comparação com o potencial enérgico do país em se tratando de energia eólica, o mercado tem crescido de forma marginal.
Pretel afirma que há estudos mostrando o Brasil com capacidade de produzir até 140 mil MW de energia eólica. Hoje, temos apenas 547 MW instalados, mas até o fim de 2010, espera-se porém, que este número suba para 1.497 MW, comentou. Grande parte da capacidade produtiva deste tipo de energia elétrica, no país, está instalada na região nordeste.
Sem prejuízos naturais
Cada vez mais o mundo se curva para a necessidade de diminuir os impactos ambientais causados pelo homem na natureza. A geração de energia elétrica, sobretudo quando usada matéria-prima fóssil, é um dos fatores responsável pela poluição mundial. Fernando Scapol destaca que a produção de eletricidade com o uso dos ventos não é considerada agressiva a outros recursos naturais.
Além disto, os ventos são produzidos pela natureza e sua exploração, ao contrário de outros recursos, é inesgotável. Onde existe uma usina eólica nenhum dano é exercido na terra, muito pelo contrário a preservação é total. Pastagem, plantio, tudo pode continuar a acontecer como sempre foi, sem interferência, sem geração de nenhum tipo de poluente ou contaminante: a matéria prima é o vento, não é gás, carvão, madeira, bagaço ou água. Essas são coisas que deixam sempre algum resíduo, ou expele muitas toneladas de gás carbônico, pondera ele.
Fernando Pretel, por sua vez, afirma que com o leilão a energia eólica deve passar a vigorar definitivamente como uma matriz energética no país. Assim podemos ter um crescimento sustentado deste mercado nos próximos anos, garantindo uma maior previsibilidade de investimentos por parte de todos os setores envolvidos, ponderou.
O Futuro da Energia
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
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