O Rio Grande do Norte gerou mais de 6,4 mil novos empregos de janeiro a novembro deste ano, um número que, apesar de positivo, é o pior para o período em dez anos e apenas o oitavo entre os estados nordestinos. O retrato do mercado de trabalho, cerca de um ano após a eclosão da crise, foi apresentado ontem, no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O levantamento aponta que o desempenho do RN está diretamente ligado ao volume de demissões superior ao de contratações em setores como agropecuária e indústria. Para 2010, a expectativa é que haja, no entanto, uma verdadeira corrida por mão-de-obra, provocada pelo aquecimento da construção civil, que vai precisar de mais gente trabalhando para implantar novos parques eólicos e para levantar novas residências e mais infraestrutura para o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e para a Copa de 2014.
O movimento chegará depois de um ano de forte impacto negativo no mercado de trabalho formal, em decorrência da crise e das chuvas que destruíram plantações e rebanhos no interior. Essas foram as razões principais para que o total de admissões superasse em apenas 6.499 o de demissões de janeiro a novembro deste ano e representasse uma diferença de cenário gritante em relação a 2008. Para se ter uma ideia, o número de contratados superava em mais de 17 mil o de demitidos no ano passado. Em 2009, quando houve um boom na geração de emprego, o número de admitidos superou em 22.421 o dos que perderam o emprego.
A recuperação do mercado tem ocorrido aos poucos e ganha força neste último trimestre com a proximidade do período natalino e do verão, que aquecem a produção de têxteis, confecções e bebidas e também movimentam as vendas do comércio. Em números, todo esse movimento significou para o Rio Grande do Norte um saldo positivo de 4.345 empregados com carteira assinada em novembro. O desempenho foi o melhor registrado, para o 11º mês do ano, nesta década e o quarto melhor da região Nordeste.
De acordo com o Caged, o comércio foi o setor que mais contratou. Os empregos temporários motivaram o aquecimento. “O setor precisa de mais gente trabalhando para dar conta da demanda mais aquecida em dezembro. Esperamos um dos melhores natais dos últimos anos. Os empresários estão otimistas e por isso estão empregando”, diz o presidente da Federação do Comercio de Bens Serviços e Turismo, Marcelo Queiroz.
O segmento de Comércio e Serviços continua sendo não só o maior empregador formal do estado – concentrando mais de 213 mil empregados com carteira assinada - como o único da iniciativa privada potiguar a registrar saldo positivo no balanço do ano entre admissões e demissões, com 9.092 vagas abertas em conjunto.
Em novembro, a indústria foi o setor com o segundo melhor saldo. “Com a chegada do verão e do período natalino, a atividade aumenta para atender as encomendas de cerveja, água, refrigerante, roupas . Mas o setor, de forma geral, está sentindo a recuperação econômica do país”, analisa o presidente da Federação das Indústrias (Fiern), Flávio Azevedo. Na visão dele, o aquecimento previsto para a construção civil, no próximo ano, vai se refletir no comércio e na indústria. “O setor vai demandar mais cerâmica, mais cimento, telhas, tijolos, materiais elétricos, hidráulicos e isso tudo vai exigir mais vendas e produção”, frisa.
E trabalho não faltará para a construção. Só dentro do Minha Casa, Minha Vida são previstos mais de 19 mil novos apartamentos e casas no Rio Grande do Norte. O primeiro leilão para negociação exclusiva da energia eólica também terá impacto sobre o setor, por ter rendido ao RN o maior número de contratos de compra de energia. Esses contratos terão duração de 20 anos e vão representar cerca de R$ 3,5 bilhões investidos de 2010 a 2012, para a implantação de 23 novos parques de produção de energia a partir do vento.
Brasil
No Brasil, o resultado de novembro do Caged bateu novo recorde para meses de novembro, registrando 246.695 novos postos de trabalho no mês passado. Segundo o ministério, esse saldo é praticamente o dobro do recorde anterior, em novembro de 2007, quando foram criadas 124.554 vagas. O resultado também é o segundo maior do ano, superado apenas pelo dado de setembro, quando foram abertos 252.617 empregos formais.
O Futuro da Energia
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
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