O Futuro da Energia

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Santa Catarina fica de fora do leilão de energia eólica

Os dois projetos de parques catarinenses não foram contratados ontem pelo governo federal

Santa Catarina não teve sucesso no primeiro leilão para compra de energia eólica pelo governo federal. Dos 339 projetos habilitados tecnicamente, apenas dois eram para parques em terras catarinenses e nenhum foi contratado.

As propostas apresentadas envolviam empreendimentos em oito estados. Dos 71 projetos que foram contratados, a maior fatia está no Rio Grande do Norte (23). Bahia (18), Ceará (21), Rio Grande do Sul (oito) e Sergipe (um) foram os demais contemplados. Espírito Santo e Piauí também ficaram de fora.

O leilão resultou na contratação de 1.805,7 MW (megawatts), a um preço médio de venda de R$ 148,39/MWh. Juntos, os 339 empreendimentos propostos apresentavam capacidade instalada de 10.005 MW, o que corresponde a mais de dois terços de Itaipu ou uma vez e meia o complexo hidrelétrico do Rio Madeira.

A compra foi realizada na modalidade de reserva, que se caracteriza pela contratação de um volume de energia além do que seria necessário atualmente para atender à demanda do mercado total do país. As empresas vencedoras assinarão contratos de compra e venda de energia com 20 anos de duração, válidos a partir de 1º de julho de 2012.

Os dois projetos de Santa Catarina somavam capacidade de 75 MW – 0,8% do total oferecido pelos participantes do leilão nacional. O presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas da América Latina (Instituto Ideal), que tem sede em Florianópolis, Mauro Passos, lamenta essa limitada atuação catarinense.

– Isso mostra o pouco interesse do Estado em uma participação mais efetiva nesse segmento, apesar do potencial que existe aqui. Com certeza, poderíamos ter apresentado uma maior participação – avalia.

Passos diz que além de Água Doce (Meio-Oeste) e Bom Jardim da Serra (Planalto Serrano), onde já existem parques eólicos, o potencial do uso do vento como energia é grande em Laguna, no Sul do Estado. Hoje, Água Doce tem dois parques, um com potência de 9 MW e outro de 4,8 MW. E Bom Jardim da Serra, tem um parque com potência de 0,6 MW.

Mas novos empreendimentos começam a tomar forma. Embora não tenha apresentado projetos catarinenses no leilão de ontem, a argentina Impsa está na fase final de aprovação de recursos para 10 novos parques eólicos em SC, somando 118 MW, segundo o gerente de comunicação corporativa da empresa, Santiago Miles. A meta é que os parques, localizados na região de Bom Jardim da Serra, comecem a funcionar em 2010.

A Caixa Econômica Federal também está envolvida com projeto no setor em SC. A instituição está avaliando financiamento para 12 parques eólicos – cinco em Bom Jardim da Serra e sete em Água Doce – no valor total de R$ 1,25 bilhão.

Juntos, os parques teriam capacidade para 222 MW. Na Grande Florianópolis, a Ventus Participações está à frente do do Parque Eólico no Morro da Boa Vista, em Rancho Queimado, com previsão de operação para 2012. O projeto custará R$ 150 milhões e terá potência de 28,8 MW

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