O Futuro da Energia

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Siemens construirá 1ª fábrica de turbina eólica do Brasil

Companhia alemã acerta financiamento com BNDES; intenção é garantir índice de 50% de nacionalização nas centrais geradoras.

A Siemens vai iniciar a construção da primeira fábrica de turbinas eólicas do Brasil nos primeiros meses de 2010, provavelmente na região Nordeste do país.

"A realização do leilão específico para eólicas (marcado para o dia 14 de dezembro) vai intensificar a instalação de centrais deste tipo e, para garantir o índice de nacionalização das usinas, vamos erguer essa fábrica", adiantou, em entrevista exclusiva ao Brasil Econômico, o diretor de energia da multinacional alemã,
Newton Duarte.

Apesar de não revelar o valor do investimento na nova unidade, Duarte afirmou que já está alinhavada com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a liberação de um empréstimo que deverá financiar 70% do total do aporte necessário.

"Já temos o compromisso do BNDES para abrir a fábrica para produzir turbinas aqui", reforçou o executivo.

A intenção da companhia é entregar não só a turbina, mas o aerogerador (pás, turbina e torre) montado.

Para isso, afirmou Duarte, a Siemens já está mantendo conversas com empresas brasileiras que produzem as torres, como a Tecnotech, que está instalada em Fortaleza e a Piratininga, de Pernambuco. No caso das pás, o diretor sinalizou que elas poderão ser importadas da fábrica da Siemens dos Estados Unidos.

"Nós teremos em um curto espaço de tempo índice de nacionalização de 50% ou até mais do aerogerador",garantiu o executivo.

A expectativa do mercado é a de que a fábrica seja erguida ou no Ceará ou no Rio Grande do Norte, por conta dos ganhos logísticos já que os dois estados são os que detém maior força dos ventos no território nacional e que juntos somam 213 projetos, ou 6,144 megawatts, inscritos no leilão que será realizado pelo governo federal.

"O Nordeste é um candidato fabuloso", comentou Duarte.
O diretor de energia da Siemens salientou que os componentes eólicos (geradores, pás e torres) são "muito grandes e pesados, difícieis de transportar". "Por isso é preciso tomar cuidado para montar a fábrica num local próximo às centrais geradoras de energia", explicou.

Vento a favor fará setor gerar até R$ 5 bi

O faturamento da cadeia produtiva do setor eólico nacional deverá dobrar nos próximos três anos, por conta da realização do leilão específico para a venda deste tipo de eletricidade que será promovido pelo governo no próximo dia 14. A estimativa é da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

"O mercado eólico poderá crescer para R$ 5 bilhões", avalia Pedro Perrelli, diretor-executivo da Abeeólica.

Hoje, este mercado movimenta de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões, anualmente, para a produção de 500 megawatts (MW) a 600 MW. Além da Siemens, que confirmou ao Brasil Econômico que irá erguer a primeira fábrica de turbinas eólicas do Brasil, outras empresas fornecedoras de equipamentos também estão otimistas com o rumo que está sendo tomado pelo mercado.

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