O Futuro da Energia

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Impsa investe R$ 1,2 bilhão em SC


O grupo argentino Impsa vai dar início às obras de construção de 10 parques de energia eólica em Santa Catarina. Ontem, foi assinado contrato com a Caixa Econômica Federal para repasses de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) para o empreendimento. Serão financiados R$ 837,8 milhões de um total de R$ 1,2 bilhão que serão investidos no Estado. Esse é o mais importante projeto de geração eólica da empresa em 2010 no Brasil.

Os investimentos concentram-se em Bom Jardim da Serra e em Água Doce, municípios localizados, respectivamente, na serra catarinense e no meio oeste do Estado. A previsão é de que as obras fiquem prontas até o fim de 2010. Os investimentos fazem parte do Programa de Incentivo a Fontes Alternativas (Proinfa) e receberam incentivos tributários do governo catarinense por meio do programa Pró-emprego, que posterga recolhimento de impostos.

Em Bom Jardim da Serra, a capacidade instalada total será de 91,93 megawatts (MW) e a estimativa é de que a operação comece no terceiro trimestre deste ano. Já em Água Doce, a capacidade total será de 125,8 MW e a previsão é de iniciar a geração no quarto trimestre. Somados, os dois projetos praticamente triplicam a atual capacidade de geração da empresa no Brasil. Hoje, a Impsa possui um parque eólico instalado no Ceará, com três centrais eólicas e capacidade de geração de 100 MW.

Depois dos projetos em Santa Catarina, a intenção do grupo é investir na geração de mais 211 MW em outros oito parques eólicos no Ceará, iniciando essas obras no ano que vem. Os investimentos nesse projeto poderão chegar a R$ 1 bilhão.

O presidente da Impsa no Brasil, Luis Pescarmona, diz que no longo prazo, de 2012 até 2015, a empresa programa adicionar mais 2 mil MW ao seu parque gerador de energia eólica no país e investir "outros bilhões de reais". O executivo entende que o cenário para investimentos desse tipo é positivo no Brasil, uma vez que o país necessita de mais energia para sustentar o crescimento econômico. Além disso, há uma conjuntura mais favorável com uma menor taxa de juros e apoio do governo para financiamento dos projetos de infraestrutura.

Fora os planos na instalação de parques geradores, Pescarmona informou que o grupo estuda investir na construção de indústrias para fabricação de equipamentos que são usados nos parques eólicos. A empresa, que já tem uma fábrica de equipamentos no Recife (PE), analisa instalações em Estados como Minas Gerais, Ceará e Santa Catarina.

A previsão do grupo Impsa é que o faturamento no Brasil neste ano fique em R$ 1,1 bilhão, o dobro do volume faturado no ano passado. (VJ)

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