O Futuro da Energia

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

País quer colocar 30 usinas nucleares em funcionamento em 30 anos


ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o governo pretende colocar em funcionamento a partir de 2030 uma usina nuclear por ano até 2060, visando ao abastecimento do país cuja população deverá se elevar para 250 milhões de habitantes, consumindo portanto mais energia.

“Ou nos preparamos hoje ou podemos pagar um preço elevado”, disse, durante a formalização do reinício da construção da usina Angra 3.

Angra 3

Do orçamento de R$ 8,3 bilhões, estimado para a conclusão da Usina Nuclear Angra 3, 70% serão gastos em moeda nacional, por meio da compra de equipamentos, serviços e obras de engenharia de fornecedores brasileiros. “Setenta por cento disso serão injetados na economia do país”, afirmou à Agência Brasil o assessor da presidência da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães.

Os 30% restantes referem-se a gastos com importação. A maior parte desse volume de recursos será aplicada na aquisição do sistema de instrumentação e controle da usina, que é todo digital, de última geração.

Leonam dos Santos explicou que o sistema é idêntico ao que está sendo implantado nas usinas de Flamanville e Olikiluoto, que a empresa francesa Areva está construindo na França e na Finlândia. “Quer dizer, o sistema de instrumentação e controle de Angra 3 vai ser equivalente a esses, é digital, diferente do sistema de Angra 2. Essa é a maior diferença entre as duas usinas nacionais”.

Angra 3 vai gerar 1.405 megawatts (MW) de energia. Com a realização do marco zero da obra no início de dezembro deste ano, a expectativa é de que a usina entre em operação em maio de 2015. As usinas Angra 1 e 2 respondem, juntas, por cerca de 50% do consumo de energia elétrica do estado do Rio. Leonam dos Santos afirmou que somando Angra 3, o abastecimento ficará próximo de 70%.

As negociações para o financiamento de 70% da parte relativa ao orçamento em moeda nacional estão avançadas entre a Eletronuclear e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), informou o assessor da presidência da estatal. Ele destacou, entretanto, que para que isso ocorra, deverá ser fechado antes o contrato de suprimento de energia de Angra 3, bem como o contrato de longo prazo de fornecimento de combustível nuclear.

As negociações desses dois contratos envolvem os ministérios das Minas e Energia e da Ciência e Tecnologia. “Isso está em andamento, e eu espero que em breve se conclua esse contrato de longo prazo que permitirá fechar o contrato de suprimento de Angra 3 e, com ele, todo o procedimento de liberação do financiamento do BNDES”.

Os 30% restantes serão financiados com recursos próprios da holding Eletrobrás e por meio de captações de recursos no mercado. Segundo Leonam dos Santos, as negociações para o financiamento internacional da obra com um pool de bancos europeus também estão adiantadas. “A Eletrobrás é a garantidora desses financiamentos”.

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