
A energia eólica tem fama de ser cara, mas o mercado observa uma redução gradativa dos custos. O Proinfa, por exemplo, garante a compra da energia produzida pela Eletrobrás ao custo de R$ 260 o MW/hora. O primeiro leilão de compra de energia eólica, realizado no final do ano passado, já reduziu esse valor a R$ 148 o MW/hora, em média, para os projetos então aprovados.
O presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), Mauro Passos, afirma que o leilão foi um divisor de águas para o setor ao revelar valores competitivos, atrás apenas da energia produzida nas hidrelétricas.
– Sempre houve resistência por ser energia cara. Mas o setor agrega pesquisa e tecnologia, e isso barateia o custo. O Brasil tem a maior fabricante de pás do mundo, a Tecsis, que exporta para mais de 20 países. Felizmente, o leilão mostrou o valor real da energia eólica – afirma.
O Proinfa é visto como uma iniciativa pioneira e positiva. O diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica, Pedro Perrelli, entende que o programa foi vitorioso por promover a inserção da eólica no país. Desde 2004, a capacidade instalada pulou de 25 MW para os atuais 606 MW. Mas ainda é pouco. Mauro Passos destaca que o Brasil pode chegar a 143 mil MW de potencial de energia eólica. Para efeito de comparação, somente a Usina Hidrelétrica de Itaipu gera 13 mil MW.
Luis Pescarmona, da Impsa, também elogia a iniciativa do Proinfa, mas acredita que novos leilões vão aumentar a concorrência e, por consequência, baratear o custo de produção.
No leilão, foram contratados oito projetos da Impsa para o Ceará, com potência instalada de 211 MW. A empresa não apresentou projetos para SC no leilão de dezembro porque o fator de planta é maior no Nordeste que no Sul, o que resulta em menor custo. Mas acredita que em “um ano ou dois”, o Estado terá grandes chances nos próximos leilões.
– E a vantagem para Santa Catarina é que os parques ficarão prontos este ano, enquanto no Ceará será só em 2012.
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