Entidade espera uma oferta de 13 GW no certame, com contratação de até 2 mil MW. Fornecedores chineses e coreanos estão de olho no mercado brasileiro
A Associação Brasileira de Energia Eólica está em discussão com o governo federal sobre a melhor forma de contratação da energia no leilão de fontes alternativas previsto para ocorrer até junho deste ano. Segundo Lauro Fiúza, presidente da entidade, a melhor opção seria a contratação por fonte e não o conjunto dos três produtos: eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. "Estamos negociando com a EPE para ver qual
a melhor opção", disse o executivo nesta quarta-feira, 24 de março.
Fiúza espera uma oferta de até 13 GW de energia eólica no certame, ou seja, número equivalente ao do leilão de eólica ocorrido no ano passado. Mas, a contratação de energia deve ficar na casa dos 2 mil MW, disse Pedro Perrelli, diretor-executivo da ABEEólica. De acordo com Fiúza, o patamar de preço também não está decidido e é um dos pontos em discussão com o governo. Uma das sugestões da entidade é que a energia seja contratada por patamar de preço, com isso, haveria a compra das três fontes, que têm valores diferenciados. "A modelagem do leilão está em discussão. Somos a favor da segregação das fontes", reforçou.
A realização continua de leilões com a forte presença da eólica reforça o caráter permanente da fonte no país.
Com isso, a presença dos fornecedores, principalmente, de aerogeradores no país se torna mais viável. Fiúza disse que fabricantes coreanos e chineses já estão sondando o mercado nacional para venda de equipamentos.
Além disso, algumas empresas já anunciaram a construção de fábricas ou ampliação de instalações, com a GE e a Alstom.
Para Perrelli, o sucesso do leilão vai depender de uma aliança entre desenvolvedores, fabricantes de máquinas e os órgãos de financiamento. Ele disse que o custo dos aerogeradores corresponde a 70%, em média, dos custos dos parques. Fiúza disse que a previsão de investimentos atualmente em um parque na faixa dos R$ 4 milhões por MW instalado, contra mais de R$ 5 milhões dentro do Proinfa. Por isso, aABEEólica está defendendo uma série de incentivos fiscais para os fabricantes. O primeiro passo foi a garantia pelos estados de insenção de ICMS para os equipamentos.
O Futuro da Energia
sexta-feira, 26 de março de 2010
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