O Grupo Impsa fechou um acordo com o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) que renderá um montante de R$ 400 milhões em integração de novas ações a serem usados para garantir a construção de parques eólicos em Santa Catarina e no Ceará - projetos que vão ampliar a capacidade instalada da companhia no Brasil para mais de 500MW.
As instalações são do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) e devem estar em funcionamento até o final do ano. Ao todo, são dez plantas que somam 222MW de potência num investimento de R$ 1,3 bilhão.
No nordeste, os empreendimentos são fruto do primeiro leilão de energia eólica promovido em dezembro do ano passado, quando a empresa licitou 211MW em oito projetos, montante que demandará R$ 900 milhões até a conclusão das obras, no final de 2011.
"Nós temos hoje 100MW instalados, e, além desses já em desenvolvimento, são mais 1.000MW em projetos para serem colocados nos próximos leilões", disse ao DCI o gerente-geral da Impsa Wind - divisão de eólicas da empresa - e presidente da Energimp - companhia criada para dirigir os projetos de geração, Luiz Pescarmona.
O executivo afirmou não poder revelar ainda o número de parques que a Energimp inscreverá no próximo certame de fontes alternativas, em junho, que contará também com usinas de biomassa e pequenas centrais hidroelétricas. "Nossa ideia é tentar licitar esse 1GW à medida que os leilões forem
ocorrendo", considerou. Quanto ao leilão de renováveis, Pescarmona prefere os certames exclusivos.
"Pessoalmente acho que é sempre melhor promover o leilão de fontes específicas, mas o que importa é abrir a competição e garantir energia mais barata, já que todas são para limpar a matriz e não usam combustíveis fósseis", analisou.
Em relação à fabricação de equipamentos para o segmento, o grupo terá em breve a companhia de outras empresas que planejam instalar plantas com esse foco no País, como GE, Alstom, Fuhrlander e Siemens - até então, apenas Impsa e Wobben tinham esse privilégio em território brasileiro.
"A concorrência é sempre boa. Temos uma grande rede de fornecimento, e a presença de outras fábricas só vai melhorar a cadeia de produção e de suprimentos. O setor será mais competitivo", opinou Pescarmona.
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