
O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Lauro Fiúza diz que o setor vive dias animados diante da intenção do Governo de promover um segundo leilão, ainda no primeiro semestre. Desde o primeiro leilão, em dezembro do ano passado, o Ceará perdeu liderança para o Rio Grande do Norte, apesar do Estado possuir potencial três vezes maior para obtenção de energia a partir dos ventos. Segundo Lauro, o segundo lugar cearense se deve à atuação do Ministério Público. No Rio Grade do Norte, diz ele, a relação é mais serena. “Lá o MP respeita as decisões do órgão estadual de meioambiente no licenciamento”. Em todo caso, hoje no Ceará não há nenhum projeto travado. Os dois estados são responsáveis por cerca de 60% do potencial nacional.
O ano passado marcou o pesado investimento dos chineses na matriz eólica. Os chineses, marcados pela excessiva emissão de gases poluentes, atentaram para um caminho também seguido tardiamente pelos Estados Unidos. Os norte-americanos, a propósito, vem de uma matriz energética dividida entre carvão (metade) e gás natural. Agora começa a mudar rápido.
Só lembrando: na semana passada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a operação comercial das 24 unidades geradoras da unidade II do Parque Bons Ventos Aracati & negócio capitaneado Lauro Fiúza. As unidades têm 50 MW de capacidade instalada
Investimentos de R$ 242 milhões. Integra o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica.
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