O Futuro da Energia

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CPFL aposta no leilão de eólicas para diversificar matriz

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) Energia conseguiu habilitar sete projetos eólicos para o primeiro leilão dessa matriz energética no Brasil, uma maneira de diversificar a fonte de abastecimento da distibuidora que atualmente é 90% hidrelétrica e o restante biomassa.

De acordo com o diretor vice-presidente financeiro e de relações com o mercado da empresa, José Filippo, os projetos eólicos consistem em sete fazendas contíguas no Rio Grande Norte.

"Há muito tempo a gente está olhando eólica, mas ainda não tinha encontrado o momento em que a rentabilidade do investimento pudesse fazer sentidos para nós", explicou Filippo após palestra no 1º Congresso do Instituto Nacional de Investidores (INI).

O preço teto de R$ 189 o megawatt-hora estipulado pelo governo ficou dentro das expectativas, mas a execução dos projetos, segundo Filippo, dependerá de quanto deságio o preço final vai alcançar, "vai depender como vai funcionar o preço, vamos fazer nossos cálculos", ressaltou.

"Compramos esses projetos na expectativa de vender em leilão com rentabilidade mínima, é lógico que essa energia (eólica) está mudando, começou a ficar mais eficiente, os custos estão caindo, tem acesso a linhas de financiamento que não tinha anteriormente", disse Filippo, confirmando que empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES) fazem parte da estratégia da entrada no segmento.

A linha do BNDS também foi um dos atrativos para a CPFL manter o interesse na disputa do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, mesmo adiado para o ano que vem.

"Tem uma equipe toda trabalhando no assunto (Belo Monte), então um adiamento...mas se for para discutir mais um pouco e ter mais informações para formar o preço justo estaremos lá em consórcio", disse o executivo sem querer dar detalhes.

Antes do adiamento a empresa vinha conversando com a Vale e a Neoenergia. "Continuamos conversando", limitou-se a dizer.

A empresa não descarta ir a mercado captar recursos para seus planos de expansão no país, mas no momento faz apenas rolagens de dívidas e não tem planos de emitir ações.

Em 2010 os investimentos no Brasil serão de R$ 1 bilhão, acima dos R$ 800 milhões investidos este ano.

"Fazemos captações para rolar nossas dívidas, sempre consideramos captar no mercado, mas não estamos pensando agora em captar recursos assim", finalizou.

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