O Futuro da Energia

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sábado, 9 de janeiro de 2010

Turbinas eólicas inteligentes ajustam-se à direção dos ventos


Um novo conceito de turbinas de energia eólica começa a dar resultados no Laboratório Nacional para Energia Sustentável (NLSE, na sigla em inglês), que é integrado à Universidade Técnica da Dinamarca (Risø DTU), localizada na cidade Roskilde (DIN).
Com grande expertise quando o assunto é geração de energia elétrica a partir dos ventos, os cientistas dinamarqueses desenvolveram o que eles chamam de turbinas inteligentes, que são capazes de prever a direção dos ventos, rajadas e turbulências, além de otimizar a posição das pás, aumentando a vida útil destes equipamentos.

No final de 2009, o grupo de pesquisadores finalizou o primeiro teste com a nova tecnologia e obtiveram sucesso. “Nós estimamos que no futuro, as turbinas eólicas conseguirão aumentar a produção de energia ao mesmo passo que poderão reduzir cargas extremas ao utilizar esse sistema a laser que batizamos de Lidar (Light Detection And Ranging)”, explica o professor da Risø DTU, Torben Mikkelsen. O laser mencionado é
um anemômetro que fica situado no rotor frontal da turbina e que atua como sensor de ventos.

A expectativa dos professores envolvidos no projeto é que a indústria eólica cresça tremendamente nos próximos anos devido ao foco mundial em energia renováveis e mudanças climáticas.

Os testes preliminares apontaram que o aumento na produção de energia gira em torno de 5%. Para uma turbina de 4MW de potência, por exemplo, o ganho financeiro estimado em um ano é da ordem de 27 mil euros.

Segundo informações da Agência Dinamarquesa de Energia, a tecnologia também é capaz de cortar 25 mil toneladas de CO2 até 2025 se 10% de todas novas usinas receber a tecnologia.

“O sistema Lidar pode ser usado para aumentar a confiabilidade das pás fazendo com que elas se adaptam melhor às irregularidades dos ventos. Consequentemente, será possível produzir pás mais largas. Isso vai aumentar a produção de energia e esta fonte vai se tornar mais competitiva”, analisa Lars Fuglsang, diretor global de pesquisa da LM Glasfiber, empresa envolvida no intento.

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