O Futuro da Energia

O Futuro da Energia

sábado, 6 de março de 2010

Energia eólica terá segundo leilão em junho


O sucesso do primeiro leilão de energia eólica do país, realizado em dezembro, foi discutível. Apesar de uma
oferta considerável - foram 339 projetos qualificados a participar somando 10 mil megawats (ou 14 vezes
mais que os 700 megawats instalados atualmente) -, apenas 71 projetos, ou 1,8 mil megawats, foram
contratados. O preço médio final de R$148 por megawat/hora, um deságio de 27% sobre o teto estipulado,
também dividiu opiniões: para os produtores, seria baixo para bancar os investimentos; para o mercado, seria
alto para uma fonte renovável.


Divergências de opiniões à parte, o consenso é que , mesmo menor do que o esperado, o volume
comercializado foi relevante, e o simples fato de haver um leilão específico para a tecnologia de geração
relativamente jovem já foi uma conquista.


Pois nem três meses depois o governo já prepara o segundo leilão da fonte. Programado para junho, será
voltado para fontes alternativas, e inclui também pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e usinas de
biomassa. As inscrições estão abertas na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e
Energia, até dia 8, mas devem ser estendidas para o dia 15 de abril.


Será também uma nova chance para os 8,2 mil megawats que concorreram no ano passado, mas não foram
contratados. De acordo com o comunicado da EPE, publicado em fevereiro no Diário Oficial, estes projetos
estão automaticamente aptos a participar do processo, desde que não sejam alterados. O edital, contendo o
preço teto das fontes, será elaborado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sem previsão de
publicação.


"Até agora há poucos inscritos, porque tem muita gente refazendo os estudos e buscando formas de torná-los
mais competitivos", explica o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim. "Os leilões são um sinal de
consolidação dessa fonte na matriz brasileira e a tendência é que se tornem cada vez mais frequentes",
continua.


O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica), Lauro Fiuza, concorda. "Daqui para
frente, deve ter um ou dois leilões por ano", arrisca, "e devem, no mínimo, manter os mesmos patamares do
primeiro". Naquela edição, os negócios totais somaram R$19,5 bilhões.


O dobro em 2010


A consolidação da energia eólica tem feito a fonte ganhar espaço, e rápido, no país. Sua participação na
matriz elétrica brasileira - um total de 105 gigawats, dos quais mais de 80% vem de fontes hídricas - é ainda
pequeno: os 700 megawats dos parques já em funcionamento representam 0,6% da matriz total.
Só neste ano, no entanto, esta capacidade irá dobrar, alcançando 1,4 mil megawats, ou 1,2% da matriz,
segundo Fiuza. Até junho de 2010, entram ainda em funcionamento os 1,8 mil megawats contratados no
primeiro leilão, e aqueles que forem vendidos na rodada deste ano deverão ser entregues até setembro de
2013.


"Acrescentando uma média de 1 mil megawatts ao ano, chegamos em breve a 5%", calcula Fiuza. Na
Europa, dimensiona, a meta é que o vento chegue a 30% da matriz até 2030 - "mas é uma situação diferente
do Brasil, onde 80% da geração já é de fonte renovável. A média mundial é 18%".
Para o Brasil, a importância das fontes alternativas está em garantir o fornecimento constante, já que as
hidrelétricas nem sempre estão aptas a gerar o máximo de sua capacidade, reféns do período de chuvas.
Fontes como eólica, biomassa, solar e as termelétricas (a gás ou a óleo), são utilizadas no Brasil como
energia reserva - suas usinas são ativadas quando é necessário complementar o fornecimento das
hidrelétricas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quem sou eu

Blog Destinado a Noticias e Videos Sobre Energias Do Futuro

Seguidores