O Futuro da Energia

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domingo, 11 de abril de 2010

Investimentos em energia eólica somam quase R$ 5 bilhões em 2010


Secretário Estadual de Energia, Jean-Paul Prates anuncia R$ 3,5 bilhões em leilões e R$ 1,2 bilhão em equipamentos de investimentos esse ano.


O potencial de energia eólica no Rio Grande do Norte cresce a cada mês com a instalação de novas empresas e vendas de áreas, através de leilões, aumentando os investimentos financeiros, que esse ano somam quase R$ 5 bilhões. O secretário Estadual de Energia e Assuntos Internacionais, Jean-Paul Prates anunciou nesta terça-feira (02) em entrevista ao Jornal 96, da 96 FM o valor de R$ 3,5 bilhões em leilões e R$ 1,2 bilhão em equipamentos no setor para esse ano.

“Nos leilões teremos investimentos de R$ 3,5 bilhões em leilões, onde 40% do valor serão colocados no Estado. Além desse valor, as empresas de equipamentos, fabricantes de centros de manutenção de turbinas investirão mais R$ 1,2 bilhão ainda esse ano”, destaca o secretário.

As novidades do setor eólico não param por ai. Esse ano, a energia eólica no Rio Grande do Norte está em destaque com a venda da energia no mercado livre – onde as empresas privadas podem comprar livremente a quantidade de energia que desejam – ampliando a exploração, que passam dos leilões ao mercado livre.

“Na última semana, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) fechou o contrato com o Governo do Estado através do mercado livre e investirá R$ 1,7 bilhão em nove empreendimentos eólicos”, afirma Jean-Paul.

A previsão do início de obras é em junho de 2010, com a primeira operação agendada para dezembro deste ano, com a geração de 30 Mega Watts.

O pioneirismo do Rio Grande do Norte nos contratos diretos entre as distribuidoras e as geradoras de energia eólicas marca o potencial do Estado - que já era líder do leilão do Governo Federal - no setor eólico.

"O contrato com a empresa privada abre o mercado livre para toda a indústria eólica, que poderá contar com a alternativa além do leilão. Somente nesse contrato, se viabiliza de uma vez só mais de 9 contratos, resultando quase mil mega watts instalado no Rio Grande do Norte", explica Jean-Paul.

O secretário de Energia conta ainda que a liderança do Estado na produção de energia eólica nos projetos viabilizados vai tornar o Rio Grande do Norte auto-suficiente em 2012, com 2/3 da capacidade de gerar energia com matriz energética renovável.

A exploração da energia dos ventos no Rio Grande do Norte está bem colocada internacionalmente pela regularidade dos ventos e a constância da intensidade, resultando na atração de novas empresas e um bom funcionamento das máquinas que operam na indústria eólica.

Para que o potencial eólico não se torne um problema, com o assoberbamento de empresas, a Secretaria Estadual de Energia organiza as empresas em um cadastro estadual, organizando os projetos e aproveitamos as boas áreas do Rio Grande do Norte.

"No planejamento de 2010, vamos organizar um pré-zoneamento, direcionando onde pode ou não explorar a energia eólica. Queremos evitar o acúmulo excessivo de projeto, regulando a área ressaltando os pontos ambientais, econômico e organização do segmento", frisa Prates.

Parques eólicos
Sobre os parques eólicos e o uso de tecnologia, o secretário Jean-Paul Prates, planeja equipar o Estado com uma indústria eólica. "Estamos atraindo empresas para produção de equipamentos aerogeradores, como as torres e as pás, viabilizando a logística de produção dos parques eólicos", afirma.

Para exemplificar, o secretário citou o valor de R$ 1,5 milhão para cada aerogerador, caindo para R$ 700 mil. "O aumento da produtividade diminui os preços. A China e os Estados Unidos produzem aerogeradores em série, com uma grande velocidade, ampliando a capacidade de formação de uma industria voltada para o setor eólico", conta.

Jean-Paul citou ainda os benefícios ambientais com a exploração da energia eólica, com a falta de emissão de carbono, vista somente no frete rodoviário dos aerogeradores de Santos para o Rio Grande do Norte. "Cada equipamento precisa de 7 carretas de grande porte para o transporte, 4 para a torre e 3 para as pás", comenta.

Clara Camarão
Durante a entrevista, Jean-Paul comentou que a produção da refinaria Clara Camarão, em Guamaré atingiu o recorde de produção de querosene de aviação (QAV) e diesel. "Estamos aprimorando a unidade de Guamaré para produzir gasolina ainda em 2010", acrescenta.

Autossuficiência
O Rio Grande do Norte alcançará em 2010 a autossuficiência em capacidade de geração de energia. A demanda média do estado é de 600 MW e a capacidade atual de geração é de 510,1 MW através das termelétricas Vale do Açu (Termoaçu), de 340MW, Potiguar I (53MW), Potiguar III (66MW), além das eólicas Rio do Fogo (49,3MW) e Macau (1,8MW).

Em 2012, as usinas eólicas negociadas no leilão realizado no último dia 14 de dezembro, o estado terá condições de gerar mais que o dobro da energia que consome. Dos 1.805 MW comercializados, o Rio Grande do Norte vai abrigar 657 MW.

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