O Futuro da Energia

O Futuro da Energia

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Diálogo viabilizou maior volume de energia alternativa em leilões, diz EPE


Fontes passaram a representar 40% da capacidade instalada na matriz entre 2005 e 2010, o que representa a contratação de 41 mil MW, segundo Mauricio Tolmasquim

O diálogo com as associações foi um dos principais motivos para o bom volume comercializado nos leilões de reserva de 2008 e de 2009 para as fontes biomassa e eólica, segundo a Empresa de Pesquisa Energética. O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, destacou nessa quinta-feira, 27 de maio, que naquela ocasião houve conversas respectivamente com a Cogen e a ABEEólica para chegar a condições favoráveis de participação dessas fontes naqueles certames. Ele citou a criação das instalações compartilhadas de conexão de geração (ICGs) e a medida que estabeleceu a realização da garantia física para essas instalações compartilhadas após os leilões.

"A quantidade que será contratada depende de um cenário de oferta e da própria competição das fontes", disse Tolmasquim durante o Fórum Condições e Competitividade para o Leilão de Fontes Alternativas, promovido pelo Grupo CanalEnergia. Ele lembrou que nos leilões de 2008 foram negociados 2.413 MW de biomassa, contra 447 MW da fonte nos leilões de 2007. As eólicas, por sua vez, negociaram 1085 MW nos leilões em 2009 e não haviam conseguido competir nos leilões anteriores.

Tolmasquim disse ainda que cerca de 60% da demanda de energia para os próximos dez anos está garantida e que grande parte está em construção. Ele classificou como positivo o fato de quase 80% da energia prevista para expansão ser proveniente de fontes alternativas. O executivo destacou também que as fontes alternativas passaram a representar 40% da capacidade instalada na matriz entre o leilão de energia nova de 2005 a abril de 2010, o que representa a contratação de 41 mil MW.

O vice-presidente da Cogen, Carlos Roberto Silvestrin, avaliou que existe uma nova roupagem empresarial no segmento de bioeletricidade que demosntra essa expansão. Segundo ele, atualmente para ser considerado grande nesse tipo de geração, a empresa precisa ter maiores potenciais de moagem do que em anos anteriores. O executivo ressaltou que o leilão de energia de reserva privilegiará projetos greenfield, mas que a associação está atenta também nos projetos de retrofits. "Existe muito potencial a ser explorado", disse. Em São Paulo, ele afirma que 65% de um total de 180 usinas são candidatas a fazer o retrofit.

O presidente da ABEEólica, Ricardo Simões, destacou que à medida que o país adquirir escala em relação a fabricação de equipamentos eólicos, o preço dessa energia irá cair. "Acreditamos que esse custo será decrescente por algum tempo". Ele destacou que até 2012, o país deve ter uma capacidade de produção anual de 2.750 MW em equipamentos. O executivo alertou, no entanto, para a necessidade de marcação de uma data oficial para o leilão de reserva desse ano, para assegurar o certame. "Acredito que podemos chegar a 2019 contribuindo com 10% da oferta de energia do país", comentou.

Já Ricardo Pigatto, presidente da APMPE, defendeu um maior diálogo do segmento de PCHs com o governo assim como a definição de melhores condições tributárias e de financiamento para viabilizar mais PCHs nos próximos leilões. Segundo ele, as PCHs não conseguem comercializar energia no mercado livre por um preço acima de R$ 160/MWh. "O mercado livre não está em condições de permitir vender energia pelo preço que remunere o ativo", avaliou. Pigatto disse ainda que tributos sobre os equipamentos de PChs, caso isentos, representariam redução em torno de 17% dos empreendimentos. "Com essas condições, certamente seríamos mais competitivos do que somos hoje", completou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quem sou eu

Blog Destinado a Noticias e Videos Sobre Energias Do Futuro

Seguidores