O Futuro da Energia

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Leilão de energia eólica é adiado para agosto


Nova estimativa poderá duplicar potencial eólico brasileiro, com o advento de torres com altura entre 80 e 100 m


O governo decidiu adiar de junho para o fim de agosto a realização de leilão de energia produzida por fontes renováveis (biomassa, eólica e pequenas centrais hidrelétricas), no qual as centrais eólicas deverão predominar.

Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, a mudança de data foi provocada por dois motivos. Primeiro, a grande quantidade de projetos inscritos. A EPE ainda não teve tempo para analisar todas as documentações apresentadas. "Vieram muitos projetos. São 14 mil megawatts (MW) de oferta, em mais de 500 empreendimentos", disse.

Outro motivo foi a possibilidade de o leilão de fontes renováveis servir não apenas para aumentar a energia de reserva - espécie de "colchão" de energia excedente que fica à disposição do sistema para ser acionada de acordo com a variação dos preços - mas também atender à expansão da demanda programada para 2013 pelas distribuidoras de energia.

Segundo Tolmasquim, o potencial para a geração de energia eólica no Brasil, hoje estimado em 143 mil megawatts (cerca de dez hidrelétricas de Itaipu), poderá dobrar com o advento de torres mais altas que as atualmente usadas. "Essa é a estimativa que vem sendo feita no mercado de energia eólica", comentou, após participar de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, que debateu a situação da energia eólica no País. Segundo ele, o cálculo dos 143 mil MW foi feito levando-se em conta aerogeradores de 50 metros de altura. Porém, já estão sendo desenvolvidas torres mais altas, de 80 a 100 metros de altura. Tolmasquim explicou que, com a altura maior, é possível captar ventos mais fortes e que sopram com mais frequência. No ano passado, o governo realizou o primeiro leilão de energia voltado exclusivamente para as centrais eólicas.

Preços

O presidente da EPE disse ainda que o governo pode vir a definir três preços-teto diferentes para o leilão. Cada um dos tetos seria aplicado para cada uma das três fontes de geração que participarão da disputa: energia eólica, pequenas centrais hidrelétricas e usinas de biomassa.

"São três produtos diferentes. Nada impede que façamos três preços-teto ou um mesmo para todas as fontes", disse. Ele não quis antecipar quais seriam os preços máximos e informou que o governo só definirá essas tarifas na véspera do leilão.

Potencial cearense

De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Energia Eólica e também diretor da RM Energia, Adão Linhares, o potencial de crescimento eólico no Ceará deve ser superior ao dobro do que foi divulgado no Atlas Eólico do Estado. O estudo, realizado em 2001, estima que o potencial eólico viável do Ceará é de mais de 25 mil MW on-shore (em terra), podendo chegar a 35,5 mil MW pelo aproveitamento da plataforma continental off-shore (no mar).

Na opinião do especialista, atualmente, há muito mais condições de se realizar um estudo mais próximo do potencial eólico real do Estado. "Precisamos revisar o Atlas porque naquela época, ele foi feito com poucas empresas. Além disso, levava em conta a altura entre 20 e 40 metros. Um novo levantamento com altura entre 80 e 100 metros e com mais pontos de estudo, como a plataforma continental e a região do Cariri, por exemplo, onde não foi feita medição, aumentariam esse potencial", explicou Linhares.

Suzlon no Estado

O governador Cid Gomes recebe, hoje, o presidente e fundador da Suzlon, terceira maior produtora de aerogeradores do mundo. O encontro com Tulsi Tanti será no Palácio Iracema e contará também com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Vieira, e o ministro interino de Minas e Energia, José Coimbra. É a primeira visita do empresário ao Brasil.

Com sede em Fortaleza, a Suzlon já instalou 182 turbinas eólicas no Ceará, todas em operação, resultando em uma capacidade de geração de energia de cerca de 380 MW, o que corresponde a 51% da capacidade nacional em operação, segundo informações da Aneel.

Atualmente, os três maiores parques em operação no Brasil estão instalados no Estado e utilizam aerogeradores da multinacional indiana.

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