O Futuro da Energia

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terça-feira, 11 de maio de 2010

Petróleo vai conviver com energia renovável

Na abertura do 12º Fórum Internacional de energia (FIE), no fim de março deste ano, as declarações foram no sentido de enfatizar que a geração e o consumo predatório dos energéticos poderão deixar 1/3 da população do universo sem os combustíveis fósseis, como é o caso do diesel e da gasolina. Na conclusão dos trabalhos, houve veemente apelo às nações produtoras e aos usuários, visando à mudança dos hábitos de consumo. Há dias, um dos maiores grupos petrolíferos mundiais, a Repsol, anunciava a criação de uma unidade de negócios para novas energias. Buscará oportunidade nos setores de bioenergia, combustíveis renováveis e perseguirá a redução das emissões de carbono. Para o presidente do México, Felipe Calderón, presente no evento, é indispensável a urgente atuação se o mundo quiser diminuir os efeitos da mudança climática. No decorrer do evento, foram mencionadas as graves consequências do aquecimento global, o que gerou o aumento na quantidade dos furacões, maiores inundações e as piores secas registradas nas últimas sete décadas. Quem passava pelas praias cariocas da Zona Sul, há 20 dias, precisou fazer força para enfrentar os ventos de 59 quilômetros por hora que atingiram a região.

Conforme sublinhou recentemente o médico Dráuzio Varela, a queima de combustíveis fósseis continua em expansão. Da mesma forma, a temperatura global tem subido em um ritmo acelerado, superior ao registrado em qualquer outro período da história. A estimativa é que, até o fim deste século, a temperatura aumente ainda de 1,8ºC a 5,8ºC.

Apesar das acentuadas críticas aos consumos irracionais dos combustíveis fósseis, o FIE reconheceu que eles constituem a fonte de energia mais relevante do globo e continuarão sendo durante as próximas décadas. Com efeito, necessitamos, ainda, de produtos oriundos do petróleo, como plásticos e fertilizantes.

No encerramento do encontro, que congregou dirigentes das mais relevantes empresas de petróleo do mundo, foi formulado enfático pedido para que fossem explorados os combustíveis complementares do petróleo, menos poluentes, eis que isso se constituiria um dos maiores desafios a serem enfrentados pelas nações. O mundo será lugar melhor politicamente se pudermos descobrir, cada vez mais, fontes abundantes de energia, que acabem reduzindo a crescente demanda do petróleo, concluíram.

De acordo com o representante da Opep, existe muito petróleo em estoque e o preço do barril deverá permanecer próximo a US$ 80, considerado bom para produtores e consumidores. Conforme asseverou a Opep, se o mundo necessitar de mais petróleo, o insumo não faltará. Nos dias atuais, registra a Cia. World Factbook, a produção da Opep é de 30 milhões de barris por dia. A Arábia Saudita lidera a produção (11 milhões BPD), seguida por Rússia (9,8 milhões), Estados Unidos (8 milhões), Irã (4 milhões), México (3,7 milhões), China (3,7 milhões) Canadá (3 milhões), Noruega (2,9 milhões), Venezuela (2,8 milhões), Kuwait (2,6 milhões), Nigéria (2,4 milhões), Iraque (2,1 milhões), Argélia (2 milhões) e Líbia (1,7 milhão). O Brasil produz 1,5 milhão, quantidade insuficiente para o consumo interno, o que obriga a importação de óleo cru e derivados.

Até que a Petrobras consiga trazer todo o petróleo necessário do fundo do mar (pré-sal), transportando-o a 300 ou 350 quilômetros da costa, vamos conviver com essa situação. No primeiro trimestre deste ano, o deficit das transações comerciais do Brasil com o exterior foi de US$ 12 bilhões, o maior desde 1947. Daí a imprescindibilidade do aumento de produção do etanol para os carros flex ou mistura à gasolina (25%), e o incremento da fabricação dos biocombustíveis para a substituição do diesel brasileiro, de baixa qualidade e importado. Não obstante, ambientalistas contratados pela indústria do petróleo percorrem o mundo, inclusive o Brasil, com a tarefa de convencer seus interlocutores de que a redução das emissões do dióxido de carbono (CO²) não trará nenhum benefício na luta contra as mudanças climáticas.

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