O Rio Grande do Norte tem um destaque no cenário energético importante, porque tem petróleo, sol e vento, fazendo com que o estado se sobressaia no cenário nacional e, certamente, essa liderança na questão eólica irá se reverter em grandes resultados econômicos. Essa é a previsão do diretor Norte e Nordeste da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Pedro Cavalcanti, que veio a Natal para participar do 2º Fórum Nacional Eólico, realizado ontem e hoje no Serhs Natal Grand Hotel, com discussões acerca das principais questões políticas e regulatórias sobre a tilização da energia eólica no país.
Na avaliação de Cavalcanti, o resultado mais evidente da força norteriograndense no setor é que as empresas potiguares de prestação de serviços são hoje as mais citadas para o trabalho de geração de energia eólica. Dessa forma, com o potencial natural aliado à qualidade de pessoal que atua no estado, em breve, o Rio Grande do Norte irá se consolidar no cenário energético nacional. “Existem empresas potiguares de construção civil, de transportes, bem como centro de tecnologia, que possuem astante experiência no setor”, completa.
Em relação a quando poderão ser percebidos resultados práticos do primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009, no qual o Rio Grande do Norte foi o estado com a maior quantidade de projetos aprovados - 657 Megawatts (MW) adquiridos -, o diretor Norte e Nordeste da Abeeólica afirma que até o final deste ano haverá o início da execução de projetos, com mobilização de canteiro de obras e serviços. De acordo com Cavalcanti, atualmente, os empreendimentos devem estar passando por um processo de elaboração de projetos básicos, de tratamento com agentes financeiros e, sobretudo, com agentes licenciadores ligados às questões ambientais. Para o presidente da Abeeólica, Ricardo Simões, o resultado do leilão de energia de reserva foi uma manifestação clara de que o setor privado brasileiro tem intenção em investir na energia eólica, já que foram inscritos 13 Gigawatts (GW), tendo sido contratados 1.805 MW, nas regiões Sul e Nordeste do país.
“Em agosto deste ano haverá novo leilão de reserva e já tem inscritos 10 GW.
Com isso, vemos que o Brasil pode garantir o crescimento com energia farta e limpa, calcada em eólica, bioenergia e hidráulica”, analisa.
A entidade organizadora do evento é o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energias (Cerne) e de acordo com seu diretor, Jean Paul Prates, haverá debates sobre os resultados do leilão promovido pelo Governo Federal em dezembro de 2009, além do início do processo de implantação de novos parques, aprimoramento de regulação para o setor e a continuidade dos investimentos.
Empresa de engenharia tem boa expectativa
Presente ao evento, o diretor administrativo da Dois A Engenharia, Sérgio Azevedo, diz que a empresa é uma das que vêm investindo no setor, com atuação desde 2005, participando da construção do parque localizado em Rio do Fogo, dois parques na Paraíba e atualmente está executando a usina eólica em Guamaré, que abrange os parques Alegria 1 e 2. De acordo com Azevedo, há grande expectativa daqueles que atuam junto ao setor, no sentido de que as obras contratadas através do leilão ocorrido em dezembro passado comecem a ser executadas até o final deste ano.
Mesmo com boas perspectivas para o setor, o diretor da Dois A afirma que algumas dificuldades precisam ser transpostas para que a implantação dos parques seja possível, como os equipamentos serem erguidos em locais distantes dos maiores municípios dos estados, o que se reflete em dificuldades de encontrar mão-de obra especializada. “Em cada município que chegamos para implantar um parque eólico, fazemos uma seleção de pessoal do local e promovemos treinamento, para que outras pessoas também fiquem aptas para assumir as funções”, explica Azevedo.
Mas a atuação da empresa não termina com a construção, uma vez que ela realiza também a manutenção dos parques, principalmente no que diz respeito às estradas de acesso. “Isso ocorre porque a estrada costuma ser de piçarro, que é um material de investimento primário e necessita de manutenção permanente para que não venha a se degradar ao longo do tempo. Aqui também é contratada mão-de-obra local”, conta Sérgio Azevedo.
O Futuro da Energia
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Quem sou eu
- Energia Renovavel
- Blog Destinado a Noticias e Videos Sobre Energias Do Futuro
Nenhum comentário:
Postar um comentário